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Governo entrega EPIs para cooperativa de material reciclável

Catadores de materiais recicláveis da Cooperativa de Trabalhadores Catadores de Materiais Recicláveis CocaVIP receberam kits de equipamentos de proteção individual (EPIs), do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). A ação integra o projeto pró-catador, desenvolvido em parceria com o Ministério do Trabalho e a Subsecretaria de Economia Solidária (Senaes) e tem o objetivo de promover melhores condições de vida e trabalho para catadores e seus familiares.

A ação firmou o compromisso assumido pela Seaster com os trabalhadores da categoria em garantir segurança no ambiente de trabalho. “No momento que eles estão manuseando materiais como latas, vidros e resíduos tóxicos eles correm riscos de cortes e contaminação. Os kits preservam a saúde deles, que lidam com materiais tóxicos que podem penetrar no organismo pela via respiratória ou através da pele trazendo sérios riscos”, declarou Dione Matos, da Coordenação de Economia Solidária da Seaster, durante a entrega na sexta-feira (25).

A presidente da CocaVIP, Nádia Luz ressaltou a importância dos EPIs para os cooperados e colaboradores da cooperativa. “Esses equipamentos são importantes para nós, cooperados, uma vez que nos protegem dos riscos de nossa atividade e também garante a nossa produtividade”, afirma. O trabalho dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis é reconhecido como atividade profissional pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2002 e segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), contribui para o sistema de coleta seletiva de Belém.

Inclusão

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a participação dos catadores no sistema de coleta seletiva contribui de forma significativa para a cadeia produtiva da reciclagem. A atuação desses trabalhadores realizada, quase sempre, sob condições precárias de trabalho e na forma coletiva, através da organização da cooperativa. Além disso, atua no reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável. Por isso, a profissão é reconhecida por fomentar a inclusão socioeconômica das pessoas que trabalham na coleta.

Esse também é o entendimento do catador Osvaldo Loureiro. “Durante muitos anos catei lixo nas ruas sozinho e sofri muito preconceito por isso. Hoje, como cooperativado, sou reconhecido como um trabalhador decente que preserva o meio ambiente, porque por onde passo arrecado material e trago pra cá. Então aqui, tenho a oportunidade de não só garantir o sustento da minha família mas de ser um trabalhador digno”, afirma.

Colaboração (texto): Laina Sagica

Por Mayara Albuquerque

 

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