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Seaster dá apoio psicológico a abrigados no Mangueirão

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Escutar, conversar e prestar apoio psicológico para pessoas que, em geral, pouco são ouvidas. É o objetivo da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) ao disponibilizar os serviços de orientação de psicólogos para abrigados do Mangueirão e do Mangueirinho, nesse cenário de pandemia. São três psicólogas trabalhando regularmente nos espaços.

A psicóloga, Érica Souza, explica que foi criado um protocolo específico para a obtenção de melhores resultados durante a orientação. “Nós tivemos a necessidade de montar um protocolo e uma ficha de atendimento em conjunto com a equipe do Serviço Social para nós identificarmos o perfil e o histórico de vida de cada um’’.

Érica Souza comenta que a grande maioria dos assistidos têm agora a oportunidade de conversar e desabafar sobre problemas, pela primeira vez. “Aqui nós realizamos a escuta e prestamos apoio, sobretudo para aqueles que são dependentes químicos. A maioria deseja uma vida diferente após a pandemia, então o nosso trabalho está sendo nessa orientação”.

“Eles não são invisíveis, eles existem, e nós estamos percebendo que o nosso serviço tem boa aceitação entre eles que têm demandas específicas e complexas. Muitos estão em situação de rua há mais de 20 anos e nós observamos que eles estão muitos satisfeitos de estarem aqui ao longo desses três meses”, conta a psicóloga, Elione Chaves.

HISTÓRIAS DE VIDA

Enquanto no Mangueirão são atendidos homens e público de risco, no Mangueirinho os atendimentos são voltados para mulheres solteiras e famílias.  A psicóloga, Priscila Tapajós, comenta que na maioria das vezes os abrigados só querem uma oportunidade para contar suas histórias.

“Cada um tem uma história triste para contar e a gente começa a ter outra visão de mundo a partir dessa experiência, porque são relatos que tocam. Nós não temos ideia do sofrimento que tem por trás de cada pessoa. No início eles estavam resistentes, mas agora eles têm a ciência que estamos aqui para acolher”, pontua a psicóloga Priscila Tapajós.

Coordenadora, Kleidy Andrade enfatiza a importância do serviço por meio que tem passe no diálogo, no desenvolvimento pessoal e na harmonia coletiva. “Esse trabalho é de grande importância com a escuta de pessoas que necessitam de alguma direção para caminharem e superarem traumas. O trabalho é desenvolvido de forma significativa, as orientações são individuais e coletivas para o desenvolvimento das crianças, dos adolescentes e das famílias”, conta.