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Seaster promove debate sobre a Consciência Negra

A história do negro na Amazônia e a origem das tranças foram alguns dos assuntos debatidos na manhã desta quarta-feira, 20, no auditório da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) em alusão ao Dia da Consciência Negra. O evento reuniu servidores, pesquisadores e interessados pelo tema.

O Pará tem o maior percentual de pessoas que se declaram pretos e pardos entre os estados brasileiros. De acordo com dados do IBGE, esse número equivale a 76,7% da população paraense.  Para Amanda Santos, graduada em Direito e mestranda em Direito Constitucional (PUC-RJ), durante muitos séculos o negro foi apagado da história da Amazônia, “A ideia de que não existiu negro no Pará persistiu durante muitos anos, como se o negro não tivesse expressividade na formação étnica paraense. O negro e o indígena contribuíram significativamente para a construção da sociedade paraense, até 30 anos antes da abolição existia em Belém um contingente de 50% de negros escravizados, 42% de indígenas e apenas 8% de pessoas brancas”, explicou a palestrante.

A origem das Tranças também foi tema do bate papo com a presença do instrutor da Casa de Cultura de Marituba, Cleber Santana, que resgatou a história da estética negra e ministrou uma oficina sobre Tranças.  “As tranças nagôs ilustravam os caminhos que os africanos deveriam percorrer durante a fuga para os quilombos. Essa estratégia na cabeça das africanas representavam um mapa com diferentes caminhos para facilitar a fuga. Por isso as tranças são um forte símbolo de resistência entre homens e mulheres negras”, conta.

Reflexão - O evento é uma iniciativa da Coordenadora de Gestão de Pessoas (CGP), que incentiva o debate e a reflexão sobre o racismo existente na sociedade. “De acordo com uma pesquisa realizada em 2018, nós detectamos que 60% dos servidores lotados na Seaster são pretos e pardos, por isso, é importante esse debate entre os servidores para refletir o lugar do negro na sociedade. Nós achamos necessário refletir sobre o racismo que está enraizado no nosso dia a dia”, explica Guadalupe Moares da CGP.