Em 2025, a Diretoria de Assistência Social (DAS) deu continuidade ao programa por meio de convênio firmado com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A parceria contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Assistência Social e para a consolidação de uma rede de proteção social mais sólida, utilizando a educação como ferramenta de combate à desigualdade.
Entre 2025 e 2026, o programa ofertou 1.024 vagas distribuídas em 16 polos, abrangendo os 144 municípios paraenses. Foram disponibilizados os cursos “Especificidades e Interface da Proteção Social Básica do SUAS” e “Introdução ao Exercício do Controle Social”, resultando na capacitação de 837 trabalhadores, gestores e conselheiros.
O papel da Seaster no Estado é orientar e assessorar os municípios para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente dentro dos equipamentos da assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras). “Nosso intuito é dar apoio técnico, orientações, para que eles possam executar a política de assistência social da melhor forma possível. Dentro do equipamento do Cras, por exemplo, é necessário fazer acolhimento, escuta, orientação e encaminhamento. Precisamos entender quem é o nosso público prioritário dentro da política de assistência social: indígenas, quilombolas, ribeirinhos e todos os usuários que necessitam dessa política”, explica a assistente social da Seaster, Elizabete Marques, que também ressalta a importância do atendimento humanizado.
“É importante que exista um atendimento individualizado, para que esse usuário se sinta seguro e compreenda que a política de assistência social está ali para acolher e garantir direitos sociais, e não para criminalizar ou reduzir ainda mais sua condição de vulnerabilidade”, observa.
O Estado do Pará também atua no fortalecimento das políticas voltadas às populações tradicionais e indígenas, ampliando o diálogo com os municípios e incentivando estratégias de inclusão social e participação dentro do Suas.
Desde 2023, a atual gestão vem consolidando ações voltadas à população indígena, considerada historicamente invisibilizada dentro das políticas públicas de assistência social.
“Hoje nós temos um grande ganho dentro do Suas, porque temos um conselheiro indígena. Essa conquista foi fundamental, porque agora eles participam dos espaços de discussão e decisão sobre aquilo que querem dentro da política de assistência social”, destaca a diretora de Assistência Social da Seaster, Nazaré Cruz.
Entre os povos já alcançados pelas ações da Seaster estão os Kayapó, na região do Araguaia; os Parakanã, em Novo Repartimento e Tucuruí; os Tembé, em Paragominas e Capitão Poço; além do povo Gavião, na região de Bom Jesus do Tocantins, no Sudeste paraense, entre outros.